quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Basta.

Eu tenho que me bastar, tenho que aprender a ser só.
Acho que uma das melhores coisas que se aprende é a ser só. A se bastar. Não existe a outra metade da laranja, o amigo que sempre vai poder estar lá. Você tem que se bastar. Eu tenho que me bastar. Basta.

As cores do mundo.

O mundo tem diversas cores, mas as cores que eu vejo não são as mesmas que você vê.
As vezes eu vejo mais um degradê e você um tom forte.
Estou acostumada a em dias frios ver o céu cinza e duvido que você veja o mesmo tom de cinza que eu nos dias dublados.

Você deve estar se perguntando o porque de eu estar falando de cores. Ora, é simples, o mundo é o mesmo, mas a forma que cada um o vê é diferente e é também diferente a forma que passamos por ele. Por isso, não queira obrigar a todos a verem o mundo do jeito que você vê e viverem do jeito que você acha correto.

Afinal, cada um sabe o seu tom de cor predileto e quais tocam mais a alma.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O que os outros pensam.


Eu tive a brilhante ideia de mais uma vez perguntar aos meus amigos como eles me vem, e de todas as repostas a única característica positiva foi “inteligente”.

Primeiro eu fiquei bem triste. Não por ter recebido duras críticas, mas por só terem atribuído a mim características ruins... Ciumenta, egocêntrica, cabeça dura, impaciente, egoísta, entre outras.

É complicado quando você percebe que as características mais marcantes em você são negativas. Mas como eu disse a quem interessou, é sempre bom ter um feedback para ver como sou vista pelas pessoas mais próximas, para que eu tenha mais certeza de em que aspectos eu preciso mudar.

Depois disso eu chorei, porque como eu disse é triste ver que tudo que é mais notável em mim é negativo. Ou chorei porque sou boba mesmo. Porque não esperava tudo isso.

O objetivo é a mudança, o aperfeiçoamento moral, mas até lá ainda tem muito chão. Se perguntassem se eu perguntaria novamente a eles eu diria que sim. E a minha ideia serviu para eu perceber que importa sim como eu sou vista pelas pessoas ao meu redor, principalmente pelos meus amigos e pela minha família. Mas que não é o mais importante.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

As pequenas coisas.


Eu estava chateada até olhar pela minha janela, até prestar atenção nos sons, nas cores e nos cheiros. E de repente o mundo ficou mais alegre, porque ouvi os passarinhos cantando, vi o céu alegremente azul e o vento ricocheteando a mata.
Ouvi um pai brincando com a filha, senti o cheiro da comida da vovó e também da liberdade e da felicidade. São momentos assim que me fazem pensar que a felicidade está realmente nas pequenas coisas. Nos abraços apertados em quem amamos, no almoço do final de semana na casa da avó, em ouvir a natureza, em ir à 
praia, em tomar banho de cachoeira, em receber uma sms de bom dia ou receber um sorriso de uma pessoa querida ao te ver. A felicidade está nas pequenas coisas, mas por serem pequenas muitas vezes elas passam despercebidas. Ainda bem que tive a ideia de olhar pela janela.

Love, love, love.


Não! Pra lá com o amor! Pra lá com o sofrimento! Pra lá com tudo que o amor traz junto com ele que não seja paz e felicidade.
E toda vez que eu penso que posso vir a me apaixonar eu me afasto, rápido! Depressa para que eu não me arrependa. Para que eu não tenha tempo de pensar se me arrependo.
Eu não consigo me entregar, me doar. E o amor é uma doação continua.
Será que nunca vou amar novamente? Acho que sim. Quando eu encontrar alguém que não me faça querer fugir, que me faça querer correr o risco de me machucar de vez em quando. Alguém que me mostre que o amor pode ser muito mais do que o que tenho em mente, e que demonstre mais que me ama do que diga. Alguém que eu seja o amor, e não só me chame de amor. Alguém que eu seja como um anjo e não só que me chame de meu anjo. 
Alguém que tenha mais coragem que eu de amar, e que tenha paciência de aceitar o pacote inteiro que vem comigo. Que entenda que eu tenho medo e que por isso ela tem que ir com mais cuidado do que iria com outras pessoas. Medo de me machucar, medo de não dar certo, medo de correr perigos assim, medo de confiar. Tenho até medo do medo, de vez em quando.
Enquanto não acontece eu sigo dizendo “pra lá com o amor”.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Tic-tac

Um dia tudo passa. Todos os momentos bons, aqueles momentos que dão saudade, que fazem você querer voltar no tempo, todos eles passam. Tudo um dia fica no passado. 
Mas de vez em quando dá uma vontade enorme de que eles não tivessem acabado nunca.
De que eles ficassem no modo "replay" e só acabassem quando a gente decidisse que estava na hora. 
Infelizmente a vida não é assim. Quando você se dá conta, aquela pessoa não está mais na sua vida. Quando você vê já passaram 10 anos. Quando você menos espera, seja em um segunda feira ou em um domingo, você se dá conta de que a vida está passando e se você não apressar o passo você vai ficar para trás. 
Mas quanto mais o passo tem que ser acelerado mais vontade de andar calmamente você tem.
O tic-tac não para nunca, mas de vez em quando eu gostaria que ele fosse um pouco mais devagar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O que além de escrever eu posso fazer?

 Madrugadas servem para muitas coisas, e umas delas é escrever. O ato de escrever ajuda o escritor a se livrar de um peso, deixar um pouco da tristeza para trás, deixar um pouco da mágoa no passado. Ajuda a ver com mais clareza os próprios erros. Em muitas horas escrever me ajuda a ver mais beleza na vida, ver com mais paixão e felicidade o presente e a sonhar mais que posso ser e fazer o que eu quiser no futuro.
Enquanto escrevo quem disse que eu não posso afirmar que posso voar? Quem disse que eu não posso controlar uma roda gigante com a minha mente? Ninguém disse. E ninguém pode dizer. Porque enquanto eu escrevo eu posso tudo! Eu posso falar de coisas reais ou inventar coisas mirabolantes.
E ainda tem gente que pergunta o por que de eu gostar mais de escrever do que de falar.